A Cia. O Castelo das Artes é voltada para atividades culturais e artísticas. Nosso trabalho teve início com o teatro, em 2004, e posteriormente com a arte circense, mas – desde 2006 – iniciamos um trabalho de valorização e difusão da cultura caiçara: o projeto “Caiçaras: O povo do mar”, que com pesquisas e ações voltadas para evidenciar os saberes e fazeres tradicionais e populares. Como a maior parte do grupo é nascida no litoral norte paulista, se iniciou uma busca pelas raízes e memórias – a partir dos encontros com os mais antigos moradores da região e pesquisas históricas – que deu origem a algumas ações culturais, como as contações de histórias, que hoje se chama “Meu balaio tem histórias”, a peça “Mitos e Lendas”, a performance “O Pescador”.
Com o aprofundamento da pesquisa, foi lançado o trabalho a partir de depoimentos dos caiçaras e mostra a transformação que ocorreu na região do Litoral Paulista, que é apresentada dentro de casarões antigos, intitulada “Caiçaras: o povo do mar”. Já mais focado em causos e no folclore local, também foi lançada a peça “O dia que eu peguei o lobisomem”, entre outras.
Uma das principais ações da Cia. dentro do Núcleo “Caiçaras: O povo do mar” é a estátua viva “O Pescador”. Este projeto já foi apresentado nas ruas de São Sebastião e Ilhabela e está em busca de parcerias para ser levado para outras cidades. Em 2017, inspirado na estátua, a Cia. iniciou a prática da pesquisa da instalação artística “Museu Vivo – Sou Caiçara” que também visa valorizar a Cultura Tradicional, seus saberes e fazeres, modos e costumes, mas desta vez por meio de estátuas vivas que representam a ancestralidade, a religiosidade, as festividades, os ofícios, os mestres, entre outras tradições presentes no território com o objetivo de conceber um espetáculo que dialogasse com os espaços públicos e que traga uma dramaturgia que evidencie o cotidiano que cerca as raízes dos povos do mar, por meio de algo que remete a uma exposição viva ao ar livre ou em espaços como casarões, onde o público pode interagir diretamente com a obra.

Também ao longo dos anos realizamos espetáculos e performances em conjunto com artistas parceiros, voltados para a dança, a música, as artes plásticas, etc. Além de nossos espetáculos, a Cia. tem a área de eventos e atua com projetos artísticos e culturais para empresas e instituições dentro de diversos temas.
Palhaçaria e malabarismo: A Cia. O Castelo das Artes, também traz no seu repertório uma linha de estudos sobre a palhaçaria e o malabarismo. Neste segmento artístico e também de grande importância para a cultura popular brasileira, parte do grupo se descobriu e se encantou, onde este constante aprendizado e evolução que veio, inclusive do
contato com o público nas praças e ruas, já conta com alguns espetáculos, como “Zezinho na Palhaçolândia”, “Palhaçada com Eco”, “O Show do Zezinho”, “Oi e Tiauu brincam de ser criança”. O mais recente é “O Escambau”, que fundiu a cultura popular da palhaçaria com a cultura tradicional caiçara, em uma apresentação envolvente e inusitada.
A Cia. O Castelo das Artes é a evolução do Grupo Artístico Fazarte, que atuava com este nome de março de 2004 a novembro de 2011.
Foi em 08 de março de 2012 que o grupo passou a se chamar Cia. O Castelo das Artes e traz no histórico diversos espetáculos, como “Histórias Hilárias do Futebol Brasileiro e seus fanáticos torcedores”, de Rodrigo Rangel e direção de Henrique Cardim, “SouPalhaçoSimSinhô” e “Flashes da mente de um artista”, escrito e dirigido por Henrique Cardim, “O menestrel” de Willian Shakespeare, entre outros.
Em 2017, O Castelo das Artes recebeu uma Moção de Aplausos e Reconhecimento, na Câmara Municipal de São Sebastião, por serviços prestados à população sebastianense, como as oficinas teatrais gratuitas, diversas apresentações para arrecadações sociais e apresentações nas comunidades. Em ano anterior, o diretor do grupo, Henrique Cardim, também recebeu a Moção por trabalhos artísticos desenvolvidos no município.
Em 2019, O Castelo das Artes foi selecionado pelo quarto ano consecutivo no Edital do Projeto Ademar Guerra – Programa de Qualificação em Artes, da Poiesis/Secretaria do Estado da Cultura, e recebeu orientações artística de profissionais da área para aprimoramento dos modos de produção e aperfeiçoamento do fazer artístico, onde começou em 2016 como Grupo em Formação e em 2018 desenvolveu atividades como Núcleo Especial.
Como começou o Grupo Artístico Fazarte: Teve início no Projeto Escola da Família, dentro da E.E. Maísa Theodoro da Silva, em 2004. Formado por jovens que ministravam oficinas de teatro para a comunidade e alunos de São Sebastião. A primeira montagem do Fazarte foi a peça “A Crônica do Punk”, inspirada em uma crônica de Luis Fernando Veríssimo. Este trabalho foi ganhador do Festival Estadual Estudantil de Teatro Amador e também apresentado na Mostra de Teatro Paulo Autran, transmitido na TV Cultura.
Após o circuito do Festival, o Grupo seguiu além das portas da escola e começaram a desenvolver projetos independentes. Sob a direção de Henrique Cardim lançaram o projeto “Teatro Popular adoçando sua vida”, para apresentar espetáculos teatrais a preços populares, R$ 1,99. Ao longo desta ação, mais de dez mil pessoas prestigiaram diversas peças de teatro, como “Os Saltimbancos”, de Chico Buarque de Holanda e dirigido por Márcia de Siene, “O Inferno em Cruz”, escrito e dirigido por Henrique Cardim, “O patinho preto”, de Walter Guaglia e dirigido por Henrique Cardim, “A Vaca Lélé”, de Ronaldo Ciambroni e dirigido por Márcia de Siene, “Pra quem quer ficar”, escrito e dirigido por Adriana Lira do Grupo Maembipe, “ImaginAção”, escrito e produzido pelo Grupo Fazarte, entre outros.
Com o Grupo Fazarte também foram desenvolvidos projetos para instituições públicas e privadas, com o objetivo integrar arte e educação. Tendo como as principais ações executadas, “Tiãozinho: o pequeno cidadão” e “Tiãozinho: nem só no mar tem pirata”, para a Secretaria da Fazenda de São Sebastião dentro do Programa de Educação Fiscal do município, “Descobrindo os alimentos”, para a Secretaria de Educação de São Sebastião, “Oi e Tchau brincam de ser criança”, para a Secretaria de Esportes de São Sebastião, “Cuide bem da sua escola”, para o Instituto Uniemp, “A importância da Água”, para a SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho) da Petrobrás/TEBAR (Terminal Marítimo Almiante Barroso), entre outros.
O Grupo Fazarte também elaborou o projeto “O que o teatro pode ajudar no seu dia-a-dia”, com oficinas teatrais voluntárias para crianças, jovens e adultos. As aulas eram ministradas na Associação Antialcoólica do Estado de São Paulo, na Casa da Criança e do Adolescente, na Escola Henrique Bothelho e no CAE (Centro de Apoio Educacional) de São Sebastião. Atualmente, as oficinas continuam gratuitas e são intituladas “Esfera Teatral”, em novos espaços. Os interessados podem se inscrever no site do O Castelo que entraremos em contato.
Muitos projetos do Grupo Artístico Fazarte continuam a ser executados pela Cia. O Castelo das Artes, que tem como missão fomentar a arte e a Cultura do Litoral Norte Paulista, por meio da valorização dos artistas locais e da difusão de projetos culturais, e evidenciar e difundir a cultura tradicional caiçara.



Aloha ! Parabéns pelo trabalho…. Parabéns!!!